Minério e Prosa: Tênis Velho com Nádio Batista

Ao viver esse momento de isolamento social, na maior parte do tempo de dentro da minha casa. Olhando a vida pelas janelas (computador, celular, Apps, links etc), tenho refletido bastante sobre os rumos que essa pandemia está levando a humanidade. Confesso que, não sei ao certo para onde estamos indo ou que tipo de vida teremos depois, mas de uma ‘coisa’ estou muito certo. Estou certo de que devemos trocar o tênis velho. É exatamente isso, devemos trocar aquele velho amigo amaciado e adaptado aos terrenos da jornada da nossa vida… Aquele que já faz parte da estética normal do nosso dia-a-dia. Aquele que conhece muito bem os terrenos por nós percorridos… Esse mesmo! Teremos que trocar, mudar, experimentar outros. Sabe porquê? O velho não suportará as novas estradas que estão se abrindo… novos íngremes e acidentados caminhos.
Esse velho tênis não suportará as novas temperaturas e as novas texturas que hão de se revelar. Não suportará. Neste ponto, lembro-me das palavras do mestre para seus discípulos: “ …Não se põe vinho novo em odres velhos… Se alguém fizer isso, os odres rebentam, o vinho se perde, e os odres ficam estragados…” Mateus 9.17.
É preciso acostumar com a ideia de trocar os tênis. É necessário e urgente o processo do repensar e reconstruir as velhas e adaptadas formas de vivências e experiências com a vida, com a fé, carreiras, comportamentos e relacionamentos conforme se apresentam hoje. É hora de pensar em deixar o velho tênis de lado e calçar-se com os novos sapatos da tecnologia, que nos conduziram por novos caminhos.