Réu acusado de homicídio no bairro Novo Brasil é absolvido em Canaã dos Carajás

Réu Dione Santos e o defensor público Dr. Bruno Cury.

 

Réu Dione Santos e o defensor público Dr. Bruno Cury.

No dia de hoje (21.05.19) o Tribunal do Júri da Comarca de Canaã dos Carajás/Pa, se reuniu mais uma vez, nesta oportunidade, presidido pelo Juiz Criminal da Comarca Dr. Leandro Vicenzo Consentino, para proceder ao julgamento do réu DIONE SANTOS VEIRA, acusado de ceifar a vida da vítima Mateus Henrique de Sousa, fato ocorrido no bairro Novo Brasil no dia 27 de junho de 2017.
A denúncia informa que o réu DIONE SANTOS, por motivo fútil, cometeu homicídio qualificado contra a vítima, e ainda os crimes do artigo 347 (CPB) e 244-B (Estatuto da Criança e do adolescente), isto é, adulterou a cena do crime, removendo o corpo da vítima para o meio da rua, afim de induzir a erro o Juiz ou perito e também foi acusado de corromper um menor a lhe ajudar na empreitada criminosa, o que não restou provado na instrução criminal.
Nesta data submetido a julgamento pelo tribunal do Júri da Comarca, o réu confessou o crime, mas alegou que agiu em legítima defesa, esclarecendo que usou um pedaço de madeira para se proteger das investidas da vítima, que com um facão tentou contra sua vida.
Não teve testemunha ocular do crime. No plenário do Júri foram ouvidas três testemunhas, e apenas uma testemunha informou em plenário que a vítima, no dia do crime, estava muito alterada e que havia ido até sua residência apanhar uma arma branca para tentar contra a vida da vítima.
Da tribuna, o competente promotor de Justiça, Dr. Emerson Costa de Oliveira, usando todo seu arsenal vernacular mostrou aos jurados que de fato o réu foi o autor da morte da vítima, mas as provas carreadas para os autos mostram que o réu agiu verdadeiramente em legítima defesa, e numa verdadeira lição de democracia, mostrando que o Órgão do Ministério Público, diferentemente do que é corriqueiramente falado, também está vigilante na defesa da sociedade canaense, reconhecendo que o réu agiu em legítima defesa, pedindo a absolvição do acusado.
A defesa plenária ficou a cargo do brilhante Defensor Público da Comarca, Dr. Bruno Cury de Morais que esclareceu aos jurados o papel da Defensoria Pública do Estado e lamentou o fato do réu ser desprovido de recursos, o que fez com que ficasse um ano e quatro meses preso, uma vez que foi preso em flagrante e aguardou até a data do Tribunal do Júri pra enfim ser absolvido.

Juiz Presidente do Tribunal do Júri, ladeados pelo Promotor de Justiça e Defensor Público.

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